Arthur e Pedro, a galinha
O pequeno Arthur tem só quatro anos, mas coragem de gente grande. Como conta a avó, a dona de casa Eleuzi Dutra, ele sempre se encantou com os bichos, e nunca demonstrou ter medo ou nojo de nenhum.

“Ele pega até barata na mão e uma vez quis pegar uma lagartixa. Não tem medo e nojo de nada. Temos que ficar de olho nele”, contou Eleuzi.

Ao perceberem essa característica, os avós logo trataram de incentivar o convívio dos netos com animais. E em uma das visitas que costumavam fazer a sítios e fazendas, perceberam que o mais novo havia se interessado pelas galinhas. Dias depois, o avô chegou em casa com alguns pintinhos, e presenteou as crianças.

Os bichos cresceram e Arthur se apegou especialmente a um deles. A galinha, batizada de Pedro, virou o xodó do pequeno.

“Nós explicamos que Pedro é nome de menino, mas ele não quis saber. Disse que era Pedro e só chama ela assim. E o galo eles chamam de Chiquitita”, contou, aos risos, a avó.

Ele acorda e a primeira coisa que faz é ir ver se tem ovos da galinha”
Eleuzi Dutra, avó de Arthur

Segundo a avó, o menino tem verdadeira paixão pela galinha. “Todos os dias, ele acorda e a primeira coisa que faz é ir lá ver se tem ovos. Ele pega, abraça, beija. Outro dia inventou que queria dar banho no Pedro”.

Mesmo sem dispensar o videogame, os joguinhos de celular ou as brincadeiras de super-herois com o irmão, um dos passatempos preferidos de Arthur é ir até o galinheiro e correr atrás de Pedro.

O maior desafio é identificar Pedro entre as outras galinhas. Para isso, no dia da reportagem, Arthur contou com a ajuda do irmão Heitor. “Não tá vendo? Esse não tem pena branca, e esse tem. Por isso que ele consegue achar o Pedro!”, explicou Heitor.

Das galinhas que ficam no quintal, uma acabou virando refeição, mas Eleuzi garante que Pedro está a salvo, graças ao apego do neto pelo animal. “Uma nós matamos, estava muito gorda e não conseguia nem andar direito. Nós dissemos para eles que ela havia fugido. Mas mesmo que algumas outras vão sumindo sem eles saberem, Pedro não vai para a panela”, garantiu a avó.

Pedro e Jorge, o ganso
Outro apaixonado pelo mundo animal, Pedro, de cinco anos, deu trabalho para a família quando decidiu que queria ter um pavão como bicho de estimação. A ideia, apesar de parecer fora de cogitação, foi levada a sério pelos pais, e por pouco o “sonho” não foi realizado.

“Cheguei a pesquisar por seis meses se seria viável ter um pavão, porque temos uma chácara. Mas aí descobri que o pavão, quando fica em um lugar que não é tão grande, preso, é um animal triste. Se a gente fosse trazer para nossa realidade, ele não seria feliz”, explicou a mãe de Pedro, a administradora Patrícia Novais.

Diante da impossibilidade, outras ideias começaram a ser cogitadas e aí, durante um passeio, Pedro conheceu uma criação de gansos e logo visualizou um substituto para o pavão. Ter um ganso estava dentro das possibilidades, então Jorge foi para a casa da família, que já tinha cães, gatos, peixes, tartaruga e calopsitas.

O animal foi pego ainda bem pequeno. Foi adestrado, é dócil, e tem uma vida cheia de compromissos.  Além de morar parte do tempo em um apartamento, ele vai ao pet shop e ao salão de beleza para pintar as unhas e de vez em quando leva o Pedro à escola ou às aulas de judô. Já foi a um casamento da família, festa junina e ao shopping.

Para Patrícia, a chegada de Jorge tornou Pedro ainda mais extrovertido e trouxe mais noções de responsabilidade ao garotinho. “Quando a família é receptiva à ideia do mascote, do companheiro, a criança fica mais carinhosa, vejo mais respeito. É muito bonitinho, ele tem a preocupação”, disse a mãe.

Lian e Mafalda, a cobra
Já Lian, de oito anos, herdou do pai a paixão por animais exóticos. A família tem quatro jiboias e um lagarto dentro do apartamento onde mora.

Eu coloco [a cobra] até no pescoço. Nunca tive medo”
Lian, tem uma cobra de estimação

De acordo com o pai, o promotor de vendas Thiago Franco, Lian aproveita todas as oportunidades que tem para interagir com os animais. “Ele só pode pegar com a minha supervisão. Quando vou alimentar ou tratar os bichos, ele sempre pede para pegar”, contou.

E com poucas palavras, Lian resumiu o motivo de não passar ainda mais tempo com os répteis que vivem na casa. “Meu pai não deixa. […] Eu coloco as cobras até no pescoço, nunca tive medo”, disse o menino.

E tamanha coragem não poderia ficar escondida. “Se aparecer alguém de fora aqui em casa, ele faz questão de mostrar que tem coragem. Gosta de pegar, coloca no pescoço, e ele sabe pegar direitinho. Não tem medo nenhum”, concluiu Thiago.

G1criamcas

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